Blog do Espinosa


Dia de compras em Tóquio, antes da final do Mundial Interclubes.

Hugo De León, China, eu e Tonho.

Versatilidade

Em 1986 fomos jogar um torneio pelo Gremio na Holanda, em Eindhoven, a PHILLIPS CUP. Todos na Europa eram unânimes em apontar um jogador do PSV, que também participava da competição, como o grande destaque do futebol daquele continente.

    No primeiro dia do torneio o Grêmio venceu o jogo e eu fiquei no estádio para observar o nosso possível adversário na final e ver o tal jogador em ação. Realmente chamava a atenção aquele meio campo da equipe holandesa. No segundo dia cheguei mais cedo, já que nosso jogo seria o principal e eu queria ver aquele jogador novamente. Começa o jogo do PSV e o tal meio campo estava jogando de zagueiro. E jogando bem! Termina o primeiro tempo com o PSV perdendo por 1 a 0. Na volta para o segundo tempo o meio campo que estava na zaga volta jogando no ataque. E jogando melhor ainda! O PSV venceu o jogo e aquele jogador foi um dos destaques do torneio e logo em seguida foi jogar no Milan e teve sucesso reconhecido por toda a imprensa mundial.

    Seu nome?

    RUDD GULITT!



 Escrito por Valdir Espinosa às 14h10 [] [envie esta mensagem]






Mazaropi, Osvaldo, De León, Tarciso, JOÃO BOSCO VAZ e Baidek.

Paulo César, Renato, P.C.Caju e Casemiro.

Ithon Fritzen, eu, JOABEL PEREIRA, Mário Sérgio, Caio, China, Zeca e Banha.

Paulo Roberto e Dr. Colla.

Outros tempos

    Essa foto foi tirada durante uma concentração em Gramado, antes do jogo final do Mundial Interclubes, em Tóquio. Estávamos assistindo a uma fita do jogo do Hamburgo da Alemanha, nosso adversário.

    A fita foi conseguida através de um comandante da Varig que trouxe para nós depois de um bom tempo. Hoje em dia é bem mais fácil o acesso a todo tipo de informação, era digital. Mas além disto, e da antena moderna sobre a televisão, quero chamar a atenção de voces para a presença de dois repórteres, JOÃO BOSCO VAZ , da TV Gaúcha e JOABEL PEREIRA da Rádio Guaíba, assistindo a fita conosco.

    Será que isso seria possível hoje em dia?

    Outros tempos...

    Domingo a noite, dia 09 de outubro, estarei no ESPORTEVISÃO da TVE.



 Escrito por Valdir Espinosa às 09h02 [] [envie esta mensagem]






Faixa de Campeão da Libertadores 1983

Preleção de um minuto.

    O jogo da Seleção Brasileira neste final de semana em La Paz traz a tona, novamente, o problema de jogar nos 3.600 metros de altitude em La Paz e me recorda quando estive lá pela primeira vez, com o Grêmio, para enfrentar o Bolívar pela Copa Libertadores da América em 1983.

    Primeira fase da competição sulamericana. Grupos de 4 equipes. Classificava-se apenas uma e no nosso grupo tínhamos que enfrentar Bolívar, Blooming e Flamengo. Os problemas acarretados pela altitude eram maiores, o conhecimento destes efeitos ainda não eram tão estudados e a preparação física estava iniciando a era científica. Na semana do jogo em La Paz todos estavam assustados em Porto Alegre com o fantasma da altitude, imprensa, torcida, direção, jogadores e comissão técnica.

    A preparação foi toda diferente, mudança na alimentação, nos horários dos treinamentos, tudo para atenuar os efeitos da altitude. Até aquela oportunidade, me parece, que nenhuma equipe estrangeira havia conquistado duas vitórias na Bolívia, pois enfrentava-se as duas equipes do outro país na mesma semana na casa deles e depois eles vinham ao Brasil. Jogamos em Santa Cruz de la Sierra e vencemos o Blooming, viajamos para La Paz no dia do jogo, chegamos ao meio-dia para jogar a noite. Sabia que não poderíamos enfrentar o Bolívar tentando impor velocidade.

    Iniciei a preleção as 18:00 horas. Pela primeira vez naquela temporada estavam presentes o supervisor do Grêmio, Verardi, e o presidente Fábio Koff. Comecei falando que aquele jogo deveria ser organizado como uma rodinha de bobo, aonde estivesse a bola deveriam estar quatro jogadores nossos, quando chegasse um deles trocassem o local da roda. Não deveríamos ter a preocupação de atacar e sim de ter a bola. Desejei sorte para todos. Encerrei a preleção.

    O presidente, assustado, falou para o Verardi:"No final do jogo pode mandar esse treinador embora. Em um dos jogos mais importantes da história do Grêmio ele dá uma preleção de um minuto só."

    Primeiro tempo, só posse de bola e a rodinha de bobo. No intervalo eu disse : 'Agora vamos movimentar a rodinha em direção ao gol deles, vamos atacar.'  Perdíamos por 1 a 0 e viramos o jogo com gols de Osvaldo e China. Final Bolívar 1 x 2 Grêmio. Terminamos o jogo ainda mais descansados do que a equipe do Bolívar.

    Após isso tudo o Dr. Fábio Koff entendeu que era um jogo em que tínhamos que entrar em campo tranquilos, sem muita adrenalina, por isso não seria correto fazer uma preleção com altas doses de motivação.

    O resultado da história voces sabem... Continue empregado e fomos Campeões da Copa Libertadores da América.



 Escrito por Valdir Espinosa às 08h42 [] [envie esta mensagem]






Jantar de despedida em 1985.

Rivelino, eu e o Presidente ( de vestido cinza) Mr Aboossabaah.

Arábia Saudita - 1984 e 85

    Em 1984 fui trabalhar pela primeira vez na Arábia Saudita. Algumas dificuldades surgem quando se vive em uma cultura tão diferente, a religião, os hábitos, a comida, mas a maior de todas é sem dúvida o idioma. Sem saber o idioma você nunca sabe o que estão falando ou até mesmo se o intérprete, que o clube coloca a sua disposição no horário de trabalho, está traduzindo a verdade toda ou não.

    O Rivelino, meu filho mais velho, na época com 15 anos de idade, começou a estudar árabe com um professor particular. Estudava e me acompanhava quase todos os dias aos treinamentos mas não falava árabe com ninguém, era nosso trunfo, ouvia e me contava 'Olha pai esse cara tá falando que você mexeu errado e tal...'. Falava em português e eles também não entendiam, tudo isso longe do intérprete claro.

    Um dia na roda de chá no clube, antes do treinamento, estávamos lá e os árabes comentando sobre o jogo e descendo a lenha no treinador, ou seja EU! E o Rivelino traduzindo tudo disfarçadamente até que eu disse pra ele responder em árabe ao saudita corneteiro. Todos tomaram um susto e nunca mais falaram mal de mim, pelo menos na nossa frente.



 Escrito por Valdir Espinosa às 14h46 [] [envie esta mensagem]






Bruno, Marrone e ator Cláudio Marzo.

Meu aniversárioem 1998.

   

      Eu de lado para a foto, Marrone, Bruno, Pica Pau e o produtor da Rede Globo Sérgio Madureira

No mesmo aniversário.

Bruno e Marrone

    Em 1998 comemorei meu aniversário na Churrascaria Porcão da Barra, no Rio de Janeiro, como em tantas outras ocasiões. Vários amigos presentes, pessoal do condomínio, pessoal do Botafogo (na época eu trabalhava lá), amigos, família...

    Depois de um tempo na festa o Neodir Mocellin, um dos proprietários do Porcão, me diz que tinha uma dupla de cantores que estava começando a carreira e perguntou se eu gostaria que eles se aproximassem e paricipassem da reunião dando uma canja. Respondi que se fossem bons tudo bem.

    Simpáticos, e cantando muito bem, ficaram muitas horas tocando e cantando no meu aniversário. Várias músicas conhecidas de artistas já consagrados e algumas composições deles mesmos e de outros artistas menos famosos. Cada vez que eles iam tocar uma música deles tinha um amigo meu que dizia "Essa de novo não! Toca Fio de Cabelo!". Dois anos depois estoura nas rádios do Brasil Dormi na Praça, Bruno e Marrone.

    É muito bom ver o suceeso que eles alcançaram no cenário musical brasileiro!



 Escrito por Valdir Espinosa às 13h49 [] [envie esta mensagem]






Jogo de estréia pela Portuguesa no Maracanã.

Torneio Rio São Paulo. Fluminense 3 x 4 Portuguesa.

        Curiosidade...

    Porque será que todo jogador entrevistado após um jogo de estréia de um treinador no seu time fala mais ou menos assim: "Realmente, nos deu mais motivação, acertou a defesa, ns deu mais confiança", enfim, só elogios.

    Amanhã, claro, estes elogios serão para outro que estiver entrando.

    Moral da história: Quando entrares serás elogiado, mas quando saíres...

    Ah, já vivi estas duas situações.

    Rei morto, rei posto!

    Hoje a tarde posto mais.



 Escrito por Valdir Espinosa às 09h06 [] [envie esta mensagem]






Onze jogados anulados na Série A. E os jogos da Série B?

 Escrito por Valdir Espinosa às 09h19 [] [envie esta mensagem]






Josimar, Ricardo Cruz, Carlos Alberto Santos, Mauro Galvão, Gottardo e Marquinhos

Luisinho, Milton Cruz, Paulinho criciúma, Gustavo e Maurício

Botafogo 89 (uma das histórias)

    O Botafogo é reconhecidamente um clube de superstições e quem trabalha lá acaba se tornando, pelo menos um pouquinho, supersticioso também.

    Durante todo o campeonato estadual do Rio de Janeiro de 1989, em todas as preleções realizadas antes dos jogos, o Luizinho, meio campo titular daquele time, comparecia vestindo uma camisa do Nápoli que ele havia ganho do Maradona. Foi assim do primeiro jogo até o penúltimo. Sim, o penúltimo, pois no dia do jogo final contra o Flamengo, antes de iniciar a palestra olhei para todos os jogadores e não encontrei a camisa azul do Napóli. Não falei nada, olhei para o Luizinho, olhei para o restante do grupo e novamente para o Luizinho. Sorrindo ele abriu a bolsa, pegou a camisa do Maradona e vestiu. Só aí comecei a preleção.

    Essa é apenas uma das tantas superstições do Botafogo Campeão Carioca Invicto de 1989!



 Escrito por Valdir Espinosa às 09h17 [] [envie esta mensagem]






 CEARÁ

    Quando chegamos ao Ceará Sporting Club conhecíamos alguns jogadores, a cidade e tínhamos informações sobre o clube, a torcida...

    O início do trabalho foi difícil, alguns jogadores sem entender a necessidade do comprometimento exigido por nós e pela situação, a colocação do clube na tabela, o condicionamento físico, enfim, vários problemas. Foi necessário muito trabalho, cobrança e exigência, até mesmo o afastamento de um jogador do elenco para que o grupo entendesse a necessidade de entrega total, trabalho e disciplina para conquistar o objetivo. Objetivo este que era difícil de ser alcançado pois restavam 10 partidas para o final, o aproveitamento da equipe era de cerca de 30% e apenas 2 vitórias em 11 jogos disputados até então e ocupava a penúltima colocação entre os 22 clubes da competição.

    Final da primeira fase da série B 2005. Ceará Sporting terminou na 11a. posição, com 06 vitórias e 01 empate em 10 jogos disputados e cerca de 62% de aproveitamento. Isto foi possível graças ao entendimento dos jogadores e seu empenho total nos treinamentos e nos jogos, ao trabalho realizado por toda a comissão técnica e ao apoio da torcida alvinegra.

    Foi importante, não só o apoio da torcida mostrando-se presente nos jogos apoiando incessantemente o time mas também, e tão importante quanto, a tranquilidade que ela deu ao grupo de trabalho pelo fato de não ter ido aos treinamentos em Porangabuçu para protestar. Outras torcidas, geralmente, ao verem seus clubes na zona de rebaixamento e na eminência de serem rebaixados de divisão acabam indo aos treinamentos protestar e tumultuando ainda mais o trabalho do dia-a-dia.

    A torcida do Ceará é uma das maiores do Brasil, dela sempre guardarei boas recordações.



 Escrito por Valdir Espinosa às 08h52 [] [envie esta mensagem]






    Dependendo dos resultados dos jogos remarcados é quase certo que ao final do campeonato teremos um clube se declarando campeão moral de 2005!



 Escrito por Valdir Espinosa às 09h09 [] [envie esta mensagem]






   

'Seo' Rodolpho

    Eu jogava nos juvenis (hoje juniores) do Grêmio e meu pai foi, pela primeira vez, assistir a um jogo meu.

    O jogo rolava e um torcedor 'pegava no meu pé' sem descanso, marcação cerrada mesmo, xingando o tempo todo, e o velho sentado bem atrás dele. Chegou um momento que os insultos não eram só pramim e passaram a ser pra minha mãe também... Filho da p...gritava o sujeito. Seo Rodolpho, diplomático, tocou o ombro do sujeito e perguntou: 'O senhor conhece a mãe dele?' Ao que o meu "fã" respondeu:'Não!'

    Seo Rodolpho olhou pro sujeito e disse: ' Pois ela é minha mulher.'  E desferiu um soco na cara do sujeito, levantou-se, foi embora e nunca mais entrou em um estádio de futebol.

    Valeu Pai!



 Escrito por Valdir Espinosa às 09h08 [] [envie esta mensagem]






Everaldo, ESPINOSA, Jadir, Áureo, Ari Hercílio e Alberto

Hélio Pires, João Severiano, Alcindo, Sérgio Lopes e Volmir

Pelé

    Campeonato brasileiro de 1972.

    Vitória x Santos. Fonte Nova. Salvador.

    Eu no Vitória. "Ele" no Santos.

    Era a primeira vez que eu jogaria contra ele, curiosidade total. Os ônibus das duas delegações chegaram ao mesmo tempo e, naquela época, estacionavam lado a lado. Dei um tempinho, olhei pela janela e desci no mesmo instante em que ele descia do ônibus do Santos. Queria vê-lo de perto antes de entrar em campo. Olhei para ele do meu lado... Baixinho, nada de mais. Lembro até hoje da roupa que ele vestia, um conjunto safari marrom (era moda). Pensei comigo 'Ele é só isso?!'

    Uma hora depois entramos em campo e eu procuro o 10 do Santos, aquele baixinho de antes do jogo havia crescido, era um gigante, forte, musculoso, saltando mais alto do que todos, chegando sempre na frente... Impressionante como havia mudado após vestir o uniforme de jogo!

    Neste dia aprendi que o fato de nos prepararmos realmente para executarmos uma tarefa, e não somente fazer por fazer deixando para chegar na hora e ver o que acontece, faz toda a diferença. Se o Pelé fazia isso, nós, os mortais temos muito mais razão para tal.



 Escrito por Valdir Espinosa às 08h47 [] [envie esta mensagem]






 Minha estréia no Blog

    Há nove anos atrás, quando dirigia o Crorinthians, resolvi criar um site, para falar da minha carreira, conversar com os torcedores... Agora ele está sendo reformulado e decidi entrar na era do Blog!

    Inauguro esta nova fase contando uma estorinha.

    Início da temporada de 1973, eu ainda era jogador e havia sido emprestado pelo Grêmio ao Vitória da Bahiae estava retornando ao sul. Era tido como um jogador rebelde e contestador mas tinha em mente uma nova filosofia, estava decidido a mudar meu jeito de ser, meu filho tinha pouco mais de 3 anos de idade, meu contrato tinah terminado e precisava renovar... Comecei a me empenhar a fundo nos treinamentos, até nos trabalhos físicos, que eu não gostava, estava puxando a fila, treinava, treinava, treinava... Até que um dia me chamaram e disseram que eu me apresentasse, no dia seguinte, a um diretor cujo nome não me lembro. Vou assinar em branco, pensei, vou mostrar pra eles que quero ficar, eles podem colocar o que quiserem de dinheiro que eu vou aceitar, não vou pedir nada. Eu gostava do Grêmio. Entrei na sala e o tal diretor disse: " Olha, o senhor está dispensado. Pode pegar o seu passe, nós não o queremos mais."

     Saí dali e sentei na arquibancada em frente a sala do Departamento de Futebol. Fiquei três horas sentado, calado, me imaginando jogando naquele campo, acertando as jogadas (todas as jogadas, afinal o sonho era meu), imaginava o estádio lotado, me aplaudindo. Lembro que um repórter veio falar comigo, o Lupi Martins, não lembro o que eu disse a ele, lembro do que senti: Solidão, uma solidão imensa.

     Entrei no meu carro e fui saindo, pensando 'Hoje eu estou saindo daqui de cabeça baixa e chorando. Ainda vou voltar e ser reconhecido. Meu nome vai ficar escrito na história do Grêmio'. Acelereio carro e fui embora.

    Dezembro de 1983, pelo mesmo portão que eu tinha saído dez anos antes eu estava entrando de novo no Estádio Olímpico, em vima de um caminhão de bombeiros e com o troféu de Campeão Mundial conquistado em Tóquio. Uma multidão nos aguardava e eu lembrei de 1973, do estádio vazio e da minha promessa: Ainda vou voltar e ser reconhecido. Meu nome vai ficar escrito na história do Grêmio!

    Hoje as 15:00 horas estarei no chat do jornal LANCE www.lancenet.ig.com.br



 Escrito por Valdir Espinosa às 09h37 [] [envie esta mensagem]




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